A média nacional. O índice de longevidade da

A análise de
alguns aspetos globais da população compreende o conhecimento das estruturas
demográficas. Os efetivos de uma população são o nº de indivíduos que compõe
essa população indicados no recenseamento, estes dão a conhecer o estado de uma
população num determinado tempo. Existem
diversos tipos de estruturas: por sexos e idades, por estado civil, por
atividade económica, nível de instrução, etc. Sabemos que homens e mulheres desempenham diferentes funções na
sociedade que incidem num complexo de fatores biológicos, sociais e culturais.
A representação gráfica da pirâmide de idades permite ter uma visão de conjunto
das estruturas de idades e os importantes índices-resumos a partir dos grupos
funcionais, ex.: índice de vitalidade. As estimativas anuais de população
residente em Portugal têm como momento de referência o dia 31 de dezembro de
cada ano civil, focaremos a presente análise no Algarve. Os resultados
definitivos dos Censos 2011 focaram três domínios população, família e
habitação referenciados ao dia 21 de março de 2011, indicam que a população
residente por Regiões (NUTS II)
a região do Algarve é de 451 006 indivíduos, dos quais 219 931 são homens e 231
075 são mulheres foi a região que mais cresceu em termos de população na última
década. Este crescimento da população verificado na última década foi suportado
principalmente pelo saldo migratório a nível nacional com exceção do Alentejo e
Centro que diminuiu. A percentagem de jovens aumentou de 14,6 em 2001 para 14,9
em 2011, e a de idosos aumentou de 18,7 para 19,5. Consequência direta da
estrutura demográfica do país, o índice de envelhecimento subiu de 128, em
2001, para 131 em 2011. O índice de sustentabilidade potencial  a relação
entre a população em idade
ativa e a população idosa traduz o número de ativos por cada idoso, o Algarve
apresenta um índice abaixo da média nacional. O índice de longevidade da
população na região do Algarve está acima da média do país, 48,8 em 2011.
Constata-se, na região do Algarve uma descida da mortalidade na última década,
mas uma taxa bruta de mortalidade mais elevada e uma taxa de mortalidade
infantil de 2,6, inferior à média nacional. Também a esperança média de vida à
nascença aumentou em ambos os sexos, embora nas mulheres a estimativa seja
superior com 82,23 o Algarve segue esta tendência com um valor de 76,5 anos, em
2001, e 79,15, em 2011. O número de famílias clássicas aumentou para 182 776,
mas diminui o número médio de pessoas por família para 2,44. A dimensão média
das famílias no Algarve reflete isso mesmo ficando abaixo da média nacional 2,6
com 2,4 indivíduos. Na estrutura da
população residente segundo o estado civil e o sexo, o Algarve a população
divorciada apresenta a taxa mais elevada, embora face ao total de uniões
conjugais, as relações de união de facto a região apresenta o valor mais
elevado 20,8, e quase o dobro nas famílias recompostas. Na educação, a região
do Algarve progrediu muito nas últimas décadas, visível na proporção da
população com ensino superior de 13,3 e a população com pelo menos o 9º ano de
escolaridade é de 52,7, valores acima da média nacional. No mercado de
trabalho, as atividades dos serviços, concentram 80,6 da população empregada, a
indústria 6,3, a construção civil 9,8 e a agricultura 3,3. Destaque para a
população estrangeira residente na região do Algarve é de 52 065 cidadãos com
foco na idade ativa (15-64 anos) com 77,3. Face a 2001 foi no Algarve que se
registou o maior incremento tanto em edifícios como alojamentos que cresceram
de forma significativa: 12,1 e 16,3, respetivamente. O parque
habitacional continuou a crescer na última década e o número de alojamentos
para habitação é de 378 349. Cerca de 70,6 dos alojamentos estão ocupados pelo
proprietário e 20,3 são arrendados. O Algarve continua a ser uma região com
forte capacidade de atração populacional e um modelo territorial e
socioeconómico sazonal com forte predominância de residências secundárias,
i.e., 39,4 total de alojamentos,
embora registando um declínio populacional nas freguesias interiores. Assim na
avaliação embora positiva a continuada tendência de diminuição do nº de
indivíduos por famílias, confirma alterações nas estruturas familiares, e na
necessidade de políticas demográficas na análise socioeconómica e nos planos de
intervenção social.